• By Dayane - Headhunter como criadora
  • abril 15, 2026
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Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil: Estamos diante de uma crise passageira ou de um “reset” inevitável?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria, Hunting e Treinamento em Logística

O setor de transporte rodoviário de cargas (TRC) no Brasil, responsável por movimentar cerca de 65% das mercadorias do país, atravessa um momento de transformação sem precedentes. O que estamos presenciando não é apenas uma crise passageira, mas sim um possível “reset” estrutural. A pergunta que fica é: o modelo de negócio que conhecemos ainda é sustentável?

Um dos importantes pontos de ruptura é a nova Lei dos Seguros (Lei 14.599/23). A mudança na obrigatoriedade da contratação dos seguros de carga trouxe uma redistribuição de responsabilidades que ainda gera incertezas jurídicas e operacionais. O que antes era uma negociação direta entre transportador e embarcador, agora exige um redesenho de custos e processos que impacta diretamente a margem das empresas, já sufocadas por exigências burocráticas.

Somado a isso, a Lei dos Fretes Mínimos continua sendo um cabo de guerra. Se por um lado ela busca garantir a dignidade financeira do transportador na carga lotação, por outro, enfrenta dificuldades de fiscalização e resistência do mercado em repassar esses custos. O equilíbrio entre o piso estabelecido pela ANTT e a realidade da oferta e demanda é uma corda bamba que muitos não conseguem atravessar sem sacrificar a lucratividade.

O cenário torna-se ainda mais dramático com o aperto fiscal do setor público. A pressão por arrecadação nunca foi tão implacável; qualquer deslize no pagamento de tributos coloca a empresa em risco imediato de ter o “nome sujo” (CADIN e outras restrições), o que trava o acesso a crédito e impede a participação em contratos importantes. Em um setor com margens tão estreitas, gerir o fluxo de caixa para honrar impostos tornou-se uma questão de sobrevivência jurídica.

Paralelamente, a dificuldade de renovar a frota cria um círculo vicioso de ineficiência. Com as taxas de juros em patamares elevados, o financiamento de novos veículos tornou-se proibitivo para muitos. O resultado é uma frota envelhecida, que consome mais combustível e exige manutenções constantes, elevando os custos operacionais e reduzindo a segurança nas estradas — um desafio financeiro que parece não ter fim.

A escassez de motoristas qualificados é outro fator crítico. A profissão enfrenta um hiato geracional; os veteranos se aposentam e os jovens não se sentem atraídos por uma rotina de riscos e longas ausências. Sem capital humano treinado, a tecnologia embarcada nos raros caminhões novos torna-se subutilizada, e o setor perde em competitividade e segurança.

Esse cenário de pressão extrema está forçando uma consolidação do mercado. Pequenas transportadoras lutam para sobreviver ao custo Brasil, enquanto grandes players buscam na digitalização a saída para manter a agilidade. O “reset” mencionado refere-se à necessidade urgente de uma nova mentalidade: não basta mais carregar e entregar; é preciso integrar tecnologia, compliance rigoroso e uma engenharia financeira impecável.

O transporte rodoviário de cargas é o sangue da economia brasileira. Se o sistema está sobrecarregado e as regras do jogo tornaram-se punitivas, a adaptação não é mais uma opção, mas uma condição de existência. Estamos prontos para essa nova era de eficiência extrema ou continuaremos tentando resolver problemas modernos com ferramentas do passado?

Dayane - Headhunter como criadora

Sou Dayane Santos, sócia da Tigerlog Consultoria. Meu trabalho se concentra na integração entre as funções de Headhunter, Business Partner e Consultoria de RH, áreas que se complementam para proporcionar às empresas um suporte abrangente, seja na estruturação do RH ou na seleção estratégica dos talentos ideais.

Possuo especialização voltada para os setores de Logística e Transporte, oferecendo assistência desde a implementação do RH desde o início até a realização de pesquisas e análises de dados para embasar decisões estratégicas relacionadas aos colaboradores. Minha atuação também abrange Indústria, Comércio Exterior e Supply Chain, sempre aliada às metas de negócio e ao crescimento estratégico.

Com mais de sete anos de trajetória profissional na área, sou formada em Gestão de Recursos Humanos e também em Administração. Além disso, tenho uma pós-graduação Lato Sensu em Business Partner focada em Gestão Estratégica de Pessoas e certificações em Coaching, Lean Six Sigma e Inteligência Artificial voltada para Recursos Humanos.

Se sua empresa precisa fortalecer o RH estratégico seja para otimizar processos, expandir equipes ou elevar a gestão de pessoas estou preparada para apoiar com soluções estruturadas e orientadas a resultados.

Conectar pessoas, estratégia e performance organizacional não é uma função de suporte é o centro da vantagem competitiva.

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